A CANETA
A caneta,
Conversa
Com o papel,
Falam com saudade,
Das cartas
De amor,
Que escreveu.
Os amores mais antigos,
Parecem nunca esquecidos,
Que ficaram
Na encruzilhada,
De sonhos.
O papel,
Suspira e ouve,
Os relatos
De amores
E de saudade,
Até parece
O amante
Que recebe,
Os afagos
Da amante
Sonhadora.
*J.L.BORGES
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