SÓ
Naquele canto da praça,
Uma triste pessoa chora;
A saudade lhe devora,
A saudade faz trapaças.
Naquele banco da praça,
Alguém está esquecida;
Tão sozinha, tão perdida,
Ela, a dor e a triste graça.
Mais alem a multidão,
Num mutirão de alegrias;
Da mulher e a ilusão,
A multidão vai embora.
*J.L.BORGES
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