sábado, 17 de fevereiro de 2018


Naquele canto da praça,

Uma triste pessoa chora;

A saudade lhe devora,

A saudade faz trapaças.

Naquele banco da praça,

Alguém está esquecida;

Tão sozinha, tão perdida,

Ela, a dor e a triste graça.

Mais alem a multidão,

Num mutirão de alegrias;

Da mulher e a ilusão,

A multidão vai embora.

 *J.L.BORGES

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