PALOMAS NO MEU CÉU DE INVERNO
Lá vai uma pombinha,
Branquinha da paz;
Levando a incerteza,
Que não satisfaz.
A pombinha prossegue,
Sem ver o futuro;
Quer a persegue,
Alem do escuro.
A pombinha da paz,
Leve e inquieta;
Olhando o presente,
Na porta entreaberta.
Ao longe o ruído,
Daquilo que cala;
Na voz juvenil,
De quem nunca fala.
Pombinhas voando,
No céu de inverno;
Levando a certeza,
Que é certo o eterno.
*J.L.BORGES
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