MARINA
Marina, vulgar, cibernética,
Livre e artificial, risos de metal;
Teus mil sentimentos e paixões vulgares,
As luzes destes bares não te levam a nada,
A não ser, sorrir vulgarmente, fingir, amar.
Marina fatal, onde está a matiz,
Deste teu sorriso que em mim alisa
Que me deixa tonto quando me escraviza?
Te quero? Me queres? Eu não sei e nem tu sabes,
Tu me quererias se eu fosse algum anjo caído do céu?
Morena analítica, olhos de cristal,
Musa apocalíptica, doce e letal,
É nas madrugadas de minha vida fria,
Que te quero insana nestes meus lençóis,
Fada encantada a roubar minha voz.
Marina morena de ti não espero nada,
A não ser morrer em teus braços esguios,
Que me enfeitiçam, sou bicho preguiça,
Em tua arvore flor,
Sorvendo aos poucos o mel de teu amor.
*J.LBORGES
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