segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

MARINA

MARINA

Marina, vulgar, cibernética,

Livre e artificial, risos de metal;

Teus mil sentimentos e paixões vulgares,

As luzes destes bares não te levam a nada,

A não ser, sorrir vulgarmente, fingir, amar.

Marina fatal, onde está a matiz,

Deste teu sorriso que em mim alisa

Que me deixa tonto quando me escraviza?

Te quero? Me queres? Eu não sei e nem tu sabes,

Tu me quererias se eu fosse algum anjo caído do céu?

Morena analítica, olhos de cristal,

Musa apocalíptica, doce e letal,

É nas madrugadas de minha vida fria,

Que te quero insana nestes meus lençóis,

Fada encantada a roubar minha voz.

Marina morena de ti não espero nada,

A não ser morrer em teus braços esguios,

Que me enfeitiçam, sou bicho preguiça,

Em tua arvore flor,

Sorvendo aos poucos o mel de teu amor.

*J.LBORGES

Nenhum comentário:

Postar um comentário