CORES
Luz que resplandece em brancos montes,
Na solidão azul dos verdes mares;
Vem suave a repintar luares,
És o cristal a musicar em tantas fontes.
E tu consegues fazer dia a negra noite,
A onde a tempestade de ilusão invade;
O viajante, e nos provoca açoites,
Naquele fim de dia, naquela tarde.
*J.L.BORGES
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