quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

BALA NA CABEÇA

BALA NA CABEÇA

O baque surdo da bala,

Rasgando a cabeça ultrajada;

O sangue molhando a roupa,

Batida e mosqueada.

A voz chorosa da criança,

O grito desesperado da mulher;

“_Está tudo acabado seu moço...”

Mais uma vitima qualquer.

O sangue inocente escorrendo,

Manchando ladrilhos, a janela;

Regando a calçada.

Um corpo que cai,

Um sonho que se esvai,

E mais nada.

 *J.L.BORGES

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