AGUA E AZEITE
Não se deve semear joio,
Na lavoura da esperança;
Nem colher frutos amargos,
Do pomar da indiferença.
O ciúme é igual ao corvo,
Em sua eterna camuflagem;
Roupas brancas na aurora,
Vestes negras no ocaso.
Hoje o homem vai à lua,
Amanhã viaja ao tempo;
Logo ali naquela esquina,
O ancião mendiga pão.
Os valores do passado,
Nada valem no presente;
Religião, sociedade e política,
Um triangulo impossível.
*J.L.BORGES
Nenhum comentário:
Postar um comentário