RUÍDOS NA NOITE
O silencio intermitente,
Quase sempre me acorda;
Puxo corda com o relógio,
Com o espelho a refletir.
No escuro envolvente,
Quero cores, quero luzes;
Pra clarear os meus caminhos,
Onde nunca amanheci
Ouço ruídos na noite,
Sinfonia inacabada;
Tempestades e açoites,
Dentro de um mundo encantado.
Serão duendes que cantam,
Neste meu sonho impossível;
Ou apenas pirilampos,
Regendo orquestra invisível?
*J.L.BORGES.1994
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