segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

ROSAS DE HIROXIMA

ROSAS DE HIROXIMA

No abstrato concreto,

Do vácuo profano;

No luxo e no lixo,

A virgem é nefasta.

Correndo veloz,

Ao lado do mal;

Levando o algoz,

E o gosto do fel.

Perene mortal,

No gosto objeto;

Igual cio de gatos,

Certeiro e insano.

Seus beijos de mel,

São beijos banais;

São rosas iguais,

As de Hiroxima.

   *J.L.BORGES
1994

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