RETRATOS
Acordo sempre cedo,
E durmo sempre tarde;
Com a dor que me invade,
Viola meus segredos
A cada instante vejo,
Eu vejo a cada instante;
O rosto da mulher,
No alto da estante.
Sorrisos nas estampas,
De alguns quadros partidos;
Pregados nas paredes,
E quase esquecidos.
São tantos os retratos,
Relatos de um amor;
Que o tempo não apaga,
Porem apaga a dor.
A dor que a gente sente,
Olhando alguns retratos;
Relatos do passado,
Que nunca se compreende.
“São tantos os retratos, relatos de um amor antigo,
Que o tempo não consegue apagar”
*J.L.BORGES
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