PETALAS DE SONHOS
De pés descalço e sem camisa,
Nas pradarias de um verde campo;
Vejo um menino flutuando em brisas,
Olhar brejeiro e sorriso franco.
Será o destino este menino,
Mostrando as portas de algum futuro;
Ou o meu passado quis o destino,
Abrir as portas do meu escuro?
Corre tão leve esta criança,
Sumindo aos poucos no horizonte;
Deixando a paz e a esperança,
E uma luz de crença calma e brilhante.
No vento brando do meu momento,
Sinto o presente soprando em mim;
Sendo pessoa sou pensamento,
Pétalas de sonhos em algum jardim.
*J.L.BORGES
1994
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