segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

PESADELOS

PESADELOS

Estou cego neste mundo nefasto,

Cego das coisas que não sei fazer;

Perdi o significado da vida,

A segurança do saber viver.

Me acho em teu olhar, perdido,

Pedindo um pouco de vinho talvez;

Me perco em teu adeus sem ir embora,

Trazendo a saudade de vez.

Igual a um imbecil aqui fiquei,

Esperando a saudade morrer;

Tendo o olhar perdido naquela mulher,

Que transformou minha vida e sufocou meu prazer.

Agora estou aqui nu e solitário,

Misturados em meus pensamentos ruins;

Eu sei que nada sei, eu sei que nada faço,

Percebo que o inicio deste amor será meu fim.

Mas o que o tempo contamina o tempo cura,

Até dor de barriga o tempo cura;

Voltei a encontrar minhas origens,

Voltei a encontrar minhas loucuras.

Quero me banhar no rio que molha o corpo dela,

Rio que deixa perfumada sua bunda;

Quero olhar mais uma vez o corpo dela,

O seu desejo que me arrasa e que me inunda.

E quando olha-la de novo não quero ter tesão,

So quero ter vontade de vomitar;

Quero me curar desta dor de barriga,

Viver ou morrer, mas não voltar.

*J.L.BORGES...1990



                                    

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