PARALELAS
As pombas em vôos rasantes,
Impõem seu espaço na rua da praia;
Camelôs, vendedores ambulantes,
É o cotidiano que a vida oferece
Eu sigo falando sozinho,
Sorrindo sozinho ao longo da rua;
É tudo ilusão passageira,
E sonhos vencidos que a rua nos vende.
Passado... presente e futuro,
No escuro das luzes de muitas vitrines;
Mentiras de uma doce jornada,
Nas curvas encantadas de tantas esquinas.
De repente um sorriso matreiro,
E em passos ligeiros aparece a menina;
Menina de rua, da rua,
Tatuagem de cores na ginga que ensaia.
*J.L.BORGES
1993
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