segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

PARALELAS

PARALELAS

As pombas em vôos rasantes,

Impõem seu espaço na rua da praia;

Camelôs, vendedores ambulantes,

É o cotidiano que a vida oferece

Eu sigo falando sozinho,

Sorrindo sozinho ao longo da rua;

É tudo ilusão passageira,

E sonhos vencidos que a rua nos vende.

Passado... presente e futuro,

No escuro das luzes de muitas vitrines;

Mentiras de uma doce jornada,

Nas curvas encantadas de tantas esquinas.


De repente um sorriso matreiro,

E em passos ligeiros aparece a menina;

Menina de rua, da rua,

Tatuagem de cores na ginga que ensaia.

*J.L.BORGES
1993

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