quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

NOTURNO

NOTURNO

No silencio cor de prata desta noite,

O verme descansa sob o luar;

Enquanto vaga-lumes embriagados,

Dão um espetáculo de fogos de artifícios,

Em homenagem ao verme apaixonado.

No silencio inconfundível a lua esquia,

Joga beijos ao verme suspirante,

Um cão uiva ao longe enciumado,

Com vontade de morder a lua

Com vontade de morrer na noite fria.

*J.L.BORGES
1992

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