NOTURNO
No silencio cor de prata desta noite,
O verme descansa sob o luar;
Enquanto vaga-lumes embriagados,
Dão um espetáculo de fogos de artifícios,
Em homenagem ao verme apaixonado.
No silencio inconfundível a lua esquia,
Joga beijos ao verme suspirante,
Um cão uiva ao longe enciumado,
Com vontade de morder a lua
Com vontade de morrer na noite fria.
*J.L.BORGES
1992
Nenhum comentário:
Postar um comentário