LUA PARALELA
És semente a germinar,
Sem pressa e sem cobrança;
Onde a luz da esperança,
Nunca cansa de brilhar.
És promessas de luar,
Inundando as pradarias;
Na doçura das promessas;
Assovio e calmaria.
És no fundo das estrelas,
Os cromados dos metais;
Cortejando as madrugadas,
Com concertos noviciais.
Sem ter medo do desejo,
Sem ter medo da vitória;
Me tangendo com seus beijos,
Estrelados na memória
És no fundo da aquarela,
No retoque da pintura;
Uma lua paralela,
Anunciando esta procura.
*J.L.BORGES
1993
.
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