INFINITO
Por entre entradas e ares,
Por entre fontes e bosques;
Sob luares e neves,
Por entre ventos e nuvens,
Vejo um sol que brilha leve.
Depois de docas e mares,
Pomares de tantas glorias,
Historias de um deus cadente;
Vejo na face olhares,
Memórias de um deus poente.
Depois do futuro incerto,
Perto dos deuses enfim;
Vejo correndo a criança,
Vejo um sol de esperança,
Brilhando perto de mim.
*J.L.BORGES
1994
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