DEPOIS DA ECLIPSE
Depois que a eclipse passou,
Uma alvorada plúmbea manchou este céu;
Fazendo o sol em seus circuitos,
Ter um caso de amor com a lua.
E o cantar dos pássaros matutinos,
Ecoou na alcova do sol;
Onde a lua atrevida,
Fazia magias no céu.
Depois que a eclipse passou,
A dama-da-noite abriu o sorriso;
Despiu-se na relva e mostrou sua flor,
Eu feito moleque aspirei seu perfume.
O tempo mudou depois da eclipse,
Um manto de nuvens surgiu no horizonte;
Um rastro de estrelas salpicaram este céu,
Vontade possível de recomeçar.
*J.L.BORGES
1994
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