CONJUNTO VAZIO
Desculpe-me se te ofendi,
Se não mais te procurei;
Se tu és cinza eu sou pó,
Nada alem do eterno nada.
Na solidão de longos tempos,
Sinto tua falta, amiga;
Sinto que cada dia que passa,
A saudade fere mais.
Não sei quando te verei novamente,
E nem quando falarei contigo;
Não sei quando ouvirei tua voz materna,
A me repreender, a me aconselhar.
Não sei quando caminharei a teu lado,
E olharei em teus olhos serenos;
Nem quando beijarei tua face alva;
Mas desculpe se ter ofendi.
*J.L.BORGES
1994
Nenhum comentário:
Postar um comentário