sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

COLHEITA

COLHEITA

Os teus seios de âmbar, oh! Deusa amada,

Me acolhem como acolhem a um menino;

Em desatino a sorver nas madrugadas,

A fragrância imaculada do destino.

Doce amor quero estar sempre a teu lado,

Como uma planta a espera do verão;

Se poeta sou, sou por estar apaixonado,

Minha doce musa, minha mulher, minha canção.

Nestes ventos de outono esperarei,

Lentamente que chegue a calmaria;

Destes lábios de mel que mais sonhei,

Em beijar e sorver todos os dias.

Na colheita deste amor a recompensa,

Eu terei por te amar todas as horas;

Meu presente será sempre tua presença,

A meu lado todos os dias minha senhora.

*J.L.BORGES
1994

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