CASTOR E PÓLUX
Luz do pó a iluminar os meus caminhos
Luz do pó a iluminar a minha existência;
Átomo eterno, peregrino do infinito,
Onde estás que não o vejo?
Onde estás que não o sinto
Se estás perto de mim daí-me um sinal,
Se estás longe de mim daí-me uma luz;
Estou sedento, estou faminto, ando cansado,
Quero teu pão, quero tua água,
De minha boca tuas palavras para orar.
Luz do pó que ilumina minha consciência,
Daí-me a certeza da tua existência,
Não em palavras, nem em escritas;
Mas sim na fé que acalma a dor,
E trás a certeza que o sofrimento é só passagem.
Ando faminto de fartos frutos,
Estou sedento de esperança;
Estou cansado de esperar;
Se quero a paz eu vou a luta,
As tua procura senhor eterno.
Não quero provas e sim ter fé,
Não sou montanha, eu sou riacho,
Eu sou apenas tua criatura,
Que anda perdida, quer se encontrar,
Não quer ser sombra, e sim tua luz.
*J.L.BORGES
1993
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