ARMAS DA RAZÃO
São tantas tristezas,
Na alma da gente;
São magoas, são fugas,
São dores tangentes.
Se o gosto da vida,
Perdeu a razão;
Pra que desistir,
Dos sonhos meu irmão?
Lute e nunca desista,
Que a estrada é uma só;
Importa é a vitória,
E não virar pó.
Na luta o que importa,
É suor, amor e pão;
Não feche suas portas,
Para as armas da razão.
*J.L.BORGES
1994
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