quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

ÁGUAS DE MAIO

AGUAS DE MAIO

Águas de maio que chegam,

Trazendo a esperança do frio;

São águas passadas movendo moinhos,

Na noite serena do meu desafio.

O vento que faz a água na rua,

Molhar as calçadas e tantas pessoas;

Parecem canções dos espíritos na noite,

Que em minha memória há tempos ressoa.

Chegando a chuva a vida começa,

No batismo da água a se renovar,

São bênçãos dos céus esta chuva benigna,

Vem chuva bendita, vem cá me molhar.

As águas de maio registram na historia,

De tempos em tempos inicio do inverno;

Mudanças de clima no fundo da alma,

No fundo da calma sem medos de infernos.

*J.L.BORGES
1994

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