AGUAS DE MAIO
Águas de maio que chegam,
Trazendo a esperança do frio;
São águas passadas movendo moinhos,
Na noite serena do meu desafio.
O vento que faz a água na rua,
Molhar as calçadas e tantas pessoas;
Parecem canções dos espíritos na noite,
Que em minha memória há tempos ressoa.
Chegando a chuva a vida começa,
No batismo da água a se renovar,
São bênçãos dos céus esta chuva benigna,
Vem chuva bendita, vem cá me molhar.
As águas de maio registram na historia,
De tempos em tempos inicio do inverno;
Mudanças de clima no fundo da alma,
No fundo da calma sem medos de infernos.
*J.L.BORGES
1994
Nenhum comentário:
Postar um comentário