A MOÇA DA JANELA
A chuva que bate insistente,
Quer beijar a janela;
Sem temer a manha envolvente,
A moça bonita sorri para ela.
Serão anjos do céu,
Os pingos da chuva,
Que molham tua face?
Ou serão diabinhos do inferno,
Cheios de malicia,
A beijar tua boca,
Moça da janela?
E a chuva reflete singela,
Nas poças da água,
Que caem nas calçadas,
A imagem da moça,
Sorrindo pra ela.
E a moça bonita,
A beijar a janela te espera,
Vem chuva depressa e caia,
Nas ruas, telhados e praças,
Desenhes poemas oriundos dos céus,
Para a moça bonita e cheia de graça.
*J.L.BORGES
1994
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