quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A MOÇA DA JANELA

A MOÇA DA JANELA

A chuva que bate insistente,

Quer beijar a janela;

Sem temer a manha envolvente,

A moça bonita sorri para ela.

Serão anjos do céu,

Os pingos da chuva,

Que molham tua face?

Ou serão diabinhos do inferno,

Cheios de malicia,

A beijar tua boca,

Moça da janela?

E a chuva reflete singela,

Nas poças da água,

Que caem nas calçadas,

A imagem da moça,

Sorrindo pra ela.

E a moça bonita,

A beijar a janela te espera,

Vem chuva depressa e caia,

Nas ruas, telhados e praças,

Desenhes poemas oriundos dos céus,

Para a moça bonita e cheia de graça.

 *J.L.BORGES
1994

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