A ETERNA NOITE DE SÃO LOURENÇO
O cantar dos pirilampos,
Vaga-lumes que flutuam;
Do espaço jogam luzes,
Brincam de eterno luzir.
Sons na negra escuridão,
Ventos que batem em meu rosto;
Esvoaçar das corujas,
Com seu macabro cantar.
Silencio, muitos ruídos,
Sorrisos num quase nada;
Amor perdido num medo,
Um medo de se perder.
A musica etérea no ar,
A dançar, fadas, duendes;
Eu de gravata e paletó,
Perdido entre a multidão.
*J.L.BORGES
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