terça-feira, 3 de outubro de 2017

LUA

LUA

Lua de prata,
Sobre o céu de Rio Grande;
Parece que grande,
A inspiração.

Lua singela,
Tão bela e inocente;
Aqui da janela,
Reflete pra gente,
As magoas que tem,
Saudade de alguém,
Que um dia partiu,
Nem se despediu.

Eu vejo a lua,
Esguia e vazia;
Olhando pra mim,
Pedindo-me um beijo.

Ternura inocente,
No gesto presente;
Daquela encantada,
Que faz-me sorrir.

Olhando pra ela,
Eu fecho a janela;
Pois quero sonhar,
Então vou dormir.

  *J.L.BORGES
TRIUNFO, 1997

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