LUA
Lua de prata,
Sobre o céu de Rio Grande;
Parece que grande,
A inspiração.
Lua singela,
Tão bela e inocente;
Aqui da janela,
Reflete pra gente,
As magoas que tem,
Saudade de alguém,
Que um dia partiu,
Nem se despediu.
Eu vejo a lua,
Esguia e vazia;
Olhando pra mim,
Pedindo-me um beijo.
Ternura inocente,
No gesto presente;
Daquela encantada,
Que faz-me sorrir.
Olhando pra ela,
Eu fecho a janela;
Pois quero sonhar,
Então vou dormir.
*J.L.BORGES
TRIUNFO, 1997
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