MEU NACO DE CAMAQUÃ
Este solo macanudo,
Onde o gaúcho quer paz;
Não interessa as a guerra,
Aos graúdos satisfaz.
Eu sou miúdo, mas guapo,
E respeito a tradição;
Sou memória dos farrapos,
O trago de mão em mão.
Sou grito do quero-quero,
O canto do sabiá;
Nas canções de desespero,
Sou lagrima de Aceguá.
Sou gaúcho viajante,
Andante neste rincão;
Sou gauderio, sou infante,
Sou tropeiro, sou peão.
Bento Gonçalves dizia,
O Brasil é este pago;
Hoje a historia farroupilha,
Eu sorvo no mate amargo.
Me lembro de Garibaldi,
De Anita e Gomes Jardim;
Neste Guaíba debalde,
Que trago dentro de mim.
Sou gaúcho e brasileiro,
Sonhando com o amanhã;
Meu Brasil, Rio Grande inteiro,
Num naco de Camaquã.
*J.L.BORGES
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