AS RUAS DO MEU GUAÍBA
Na rua da beira,
Lá vejo a sereia,
Com sua mini-saia,
Dançando ao vento;
São doces momentos,
Que a vida me dá.
A rua da igreja,
De pedras mal postas,
Calçadas dispostas,
Dispersas no tempo;
São brancas estas pedras,
Incrustadas no ar.
A rua da praia,
Na calma alegre,
Dizendo que é dia,
De se namorar;
Se amar um pouquinho,
Sorrir e sonhar.
A rua do engenho,
Que engenho não tem,
Mas lá tem alguém,
Que lembra de mim,
A chamo de rosa,
Rosinha meu bem.
A rua da ponte,
Na ponta do rio,
Mirando estas águas,
Do belo Guaíba,
Serão poças dágua,
Em plena avenida?
Nas ruas do centro,
Me ponho a andar,
Olhando as lojinhas,
Que vendem esperanças;
São doces lembranças,
Deste homem a cantar.
São ruas, vielas,
Que cortam as veias,
Das vilas... Favelas,
A onde o andante,
Gosta de caminhar,
Para estar junto delas.
São tantas as ruas,
Tão perto de mim,
Cortando a cidade,
Do norte a Jardim,
Flutuando igual pássaros,
Num vôo sem fim.
São tantas as ruas,
Que até fico tonto,
Lembrando-me delas,
Porem tem aquela,
Que nunca me esqueço;
A rua onde moro.
*J.L.BORGES
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