quinta-feira, 5 de abril de 2018

VENTOS DE SETEMBRO

“VENTOS DE SETEMBRO”

Um vento uivante batendo as portas,

E estas janelas do meu coração;

Se a ilusão não mais conforta,

Prefiro a brisa desta solidão.

Eu tenho a certeza que o arisco vento,

Vem de lugares que desconheço;

Se não mereço a paz dos ventos,

A calmaria será meu preço.

Chegou setembro trazendo a chuva,

Levando o inverno da ilusão;

Brancas geadas já foram embora,

E nestas horas, cato o refrão.

Refrão que rime com ventania,

Flores despidas, desta saudade;

Onde a verdade é nostalgia,

E as arvores tortas a eternidade.

E assim regravo nestes meus dias,

A estampa azul dos bons momentos;

Só nesta paz é que a alegria,

Flutua livre, junto a estes ventos.

*J.L.BORGES

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