TEMPO ALEATÓRIO
O céu azul de abril vibra,
Mostrando uma primavera complexa;
Onde aves em frenesi acasalam,
Pensando que o verão irá chegar.
O fim da ventania de março,
Parecia suspiros de elfos,
Lá no inicio de novembro,
Invadindo o displicente outono.
Entre a confusão destes dias,
Em que o frio confunde fantasias;
E o aconchego da lareira,
Faz-me lembrar verões.
É neste momento aleatório que vejo a flor,
Da esperança trocar de vestes;
Naquele amarelo contagiante,
Das árvores milenares contagiantes.
*J.L.BORGES
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