TEMPESTADE INTERIOR
Não o porque da chuva cair,
Lá fora com intensidade;
Se é aqui. Aqui em meu peito,
Que ela molha de verdade.
Raios riscam este céu,
Interior de minha vida;
Minha alma alagada,
Não suporta a despedida.
Em meio a esta tempestade,
O amor nem deu adeus;
Foi embora com a enxurrada,
Nem mesmo um aceno deu.
Depois veio a calmaria,
Parecia que a chuva iria passar;
Mas voltou a tempestade,
Mais forte e para ficar.
E este temporal não passa,
Mais parece um furacão;
Arrasando a rua l´s fora
E também meu coração.
*J.L.BORGES
Nenhum comentário:
Postar um comentário