terça-feira, 3 de abril de 2018

SILENCIO

SILENCIO

Um silencio choroso envolve este dia,

Beijando os telhados e os vegetais

Percebo no riso desta ventania,

Lembranças copiosas de um tempo de paz

As nuvens que molham do alto a cidade,

Encharcam a rua com leves lembranças;

E a gente percebe que esta ansiedade,

É um dom ponderável que o espírito alcança.

Suspira quietinho o frágil silencio,

De nevoas que banham tantos animais;

E neste momento de tédio propenso

Misturam-se em harmonia meus prantos e ais.

É doce o silencio que envolve esta alma,

Carente que brinca e finge dormir;

E vem esta brisa que alisa e acalma,

Minha vida de sonhos que está a sorrir.

   *J.L.BORGES

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