segunda-feira, 2 de abril de 2018

SEMENTES DO ETERNO

SEMENTES DO ETERNO

A onde quer que eu more,

Lá eu planto árvores;

Pode ser um Cinamomo ou uma Figueira,

Mas planto árvores lá.

Não sei se as usufruirei,

Mas alguém as usufruirá,

E tantos passarinhos,

Farão seus ninhos lá.

Se cercas eu colocar,

Em alguma das moradas;

Será de cercas-vivas,

Distante do concreto.

Tenras gramas em meu pátio,

Serão meus verdes pisos;

E sem medo do deserto,

As cuido com prazer.

Arbustos e trepadeiras,

Beijarão minhas paredes;

Joaninhas e Besouros,

Serão deleites meus.

Pois a onde quer que eu more,

A onde quer que eu vá;

Eu Levi em minha bagagem,

Sementes (...) e a fé que tenho em Deus.

E quando enfim partir,

Eu quero estar em um campo,

De verdes ventanias,

E lá poder morar.

Pois sei que em minha alma,

O vento irá soprar;

No azul desta minha calma,

O frescor deste meu canto.

 *J.L.BORGES






Nenhum comentário:

Postar um comentário