O PATO
O pato papudo,
Xingou o marreco;
Levou um cascudo,
Do ganso moreno.
E tonto fugiu,
Se escondeu no chiqueiro;
De lá só saiu,
Por causa do cheiro.
Provocou a galinha,
Levou corridão;
E do galo Marinho
Ganhou safanão.
Saiu de pinote,
Com um galo na testa;
Sem brio e sem sorte,
Se embrenhou na floresta.
Fugiu da fazenda,
Se atirou pelo mundo;
Sem mala e sem renda,
Igual vagabundo.
E lá na cidade,
Quebrou a espinhela;
Que triste maldade!
Do pato Gamela.
*J.L.BORGES
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