sábado, 7 de abril de 2018

A LIBERDADE É VERMELHA

A LIBERDADE É VERMELHA

O sangue dos farrapos ainda corre nesta terra,

Manchando de vermelho o verde amarelo;

De nossas pradarias e pampas infindos,

A onde o charrua não cansa de galopar.

Ainda ouço o brado de tantos Tiarajús,

Dizendo que esta terra tem dono ainda, amigo;

Ainda ouço o tinido das espadas farroupilhas,

Dos Bentos sonhadores e tantos Souzas Netos.

Ainda vejo o olhar firme de muitos Garibaldis,

E o toque e abraços de Caetanas e Anitas;

O sangue dos lanceiros negros entrando nas entranhas,

Deste torrão tão querido que chamamos de Rio Grande.

É assim que me vejo, é assim que me encontro,

No encanto deste canto, meu pampa liberdade;

A onde corre o sangue vermelho dos farrapos,

A onde flui o sonho desta gente farroupilha.

  *J.L.BORGES

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