MANHÃS DE NOVEMBRO
O sol que ilumina esta manhã,
É o mesmo sol que descansa a noite;
O vento que beija a face dela,
É o mesmo que provoca açoites.
No verdejante gotejar das árvores,
Passarinhos fazem suas moradas;
E a lua que espia o dia,
E a mesma das minhas madrugadas.
Se sinto nostalgia eu canto,
Se sinto esta tristeza eu amo;
Te chamo na paz da ventania,
Nesta alegria de amar te chamo.
O dia segue devagar,
Nos caminhos que ele mesmo faz;
Fazendo o sonho anunciar,
Um tempo de insinuosa paz.
Assim estas manhãs transcendem,
E acendem a chama que invade;
As almas dos apaixonados,
Num presente coração que arde.
*J.L.BORGES
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