sexta-feira, 2 de março de 2018

CHINOCA

CHINOCA

Mas que chinoca faceira!

Das lidas deste galpão;

Me pegou pelo cabresto,

E domou meu coração.

É nos fandangos campeiros,

Noites de grandes pealos;

Que ficamos serpenteando,

Até o cantar dos galos.

Nas madrugadas da vida,

Campos duro de geadas;

Meu coração a porteira,

A tua espera, prenda amada.

Sou gaudério desconfiado,

Meio chucro minha chinoca;

Nas noites de longo inverno,

Tua presença me provoca.

Mas sei que contigo a meu lado,

O meu mundo ficou bão;

Tu conseguiu num pealo,

Domar o meu coração.

*J.L.BORGES

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