CHINOCA
Mas que chinoca faceira!
Das lidas deste galpão;
Me pegou pelo cabresto,
E domou meu coração.
É nos fandangos campeiros,
Noites de grandes pealos;
Que ficamos serpenteando,
Até o cantar dos galos.
Nas madrugadas da vida,
Campos duro de geadas;
Meu coração a porteira,
A tua espera, prenda amada.
Sou gaudério desconfiado,
Meio chucro minha chinoca;
Nas noites de longo inverno,
Tua presença me provoca.
Mas sei que contigo a meu lado,
O meu mundo ficou bão;
Tu conseguiu num pealo,
Domar o meu coração.
*J.L.BORGES
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