BUDA
Os monges oram,
Os homens choram;
Nos pedestais,
Das ilusões.
Onde as canções,
Retumbam em bronze;
E se escondem,
Nos corações.
Tantos Nepais,
Cercando a gente;
Frágeis sementes,
Sem ter natais.
Em alta voz,
A ventania;
Beija este povo,
Sem alegria.
Lembra passados,
Louras memórias;
De jovens deuses,
Belas histórias.
E o velho Buda,
Mirando o povo;
Nada de novo,
Mas tudo muda.
A solidão,
Solta ao vento;
Doces momentos,
E a comoção.
Um sonho incerto,
Um choro certo;
Na procissão,
Que busca a paz.
*J.L.BORGES
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