quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

EFÊMERO

EFÊMERO

Minha esperança é luz viva,

Flutuando na escuridão;

Luz frágil de vaga-lumes,

Plumas leves de algodão.

Esta saudade é apenas,

Lamentos de um pássaro triste;

Efêmera vida serena,

Das fadas que ainda existem.

Na chegada do outono,

O destino vem depressa;

São teimosias da vida,

Nesta dor que nunca cessa

Esta tristeza porem,

É o eterno canto das águas;

Suspiros, doces delírios,

Suavizando nossas magoas.

Mas tudo passa veloz,

Efêmeras tempestades em vão;

O eterno é só passagem

Brisas na palma da mão.

 *J.L.BORGES

Nenhum comentário:

Postar um comentário