EFÊMERO
Minha esperança é luz viva,
Flutuando na escuridão;
Luz frágil de vaga-lumes,
Plumas leves de algodão.
Esta saudade é apenas,
Lamentos de um pássaro triste;
Efêmera vida serena,
Das fadas que ainda existem.
Na chegada do outono,
O destino vem depressa;
São teimosias da vida,
Nesta dor que nunca cessa
Esta tristeza porem,
É o eterno canto das águas;
Suspiros, doces delírios,
Suavizando nossas magoas.
Mas tudo passa veloz,
Efêmeras tempestades em vão;
O eterno é só passagem
Brisas na palma da mão.
*J.L.BORGES
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