quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

SANGUE NO ASFALTO

SANGUE NO ASFALTO

As feras estão rodando,

As feras estão se matando;

Esta estrada é uma selva,

Onde não quero cair.

Por que se matar, por que?

Por que tanta pressa irmão?

Nos temos todo o tempo do mundo,

Para chegar ao nosso destino.

O cotidiano é um campo de batalha,

Uma luta que nunca se acaba;

Todos esperam o momento,

De indecisão do inocente.

E o asfalto se vermelho,

Tingindo de sangue as feras;

Mas nada acalma as feras,

Que rolam em busca de paz.

Mas a paz anda longe do asfalto,

Anda longe de ti amigo;

Te peço então pare a beira do caminho,

E respire a vida que segue...

 *J.L.BORGES
Gravatai.1987


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