SANGUE NO ASFALTO
As feras estão rodando,
As feras estão se matando;
Esta estrada é uma selva,
Onde não quero cair.
Por que se matar, por que?
Por que tanta pressa irmão?
Nos temos todo o tempo do mundo,
Para chegar ao nosso destino.
O cotidiano é um campo de batalha,
Uma luta que nunca se acaba;
Todos esperam o momento,
De indecisão do inocente.
E o asfalto se vermelho,
Tingindo de sangue as feras;
Mas nada acalma as feras,
Que rolam em busca de paz.
Mas a paz anda longe do asfalto,
Anda longe de ti amigo;
Te peço então pare a beira do caminho,
E respire a vida que segue...
*J.L.BORGES
Gravatai.1987
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