QUANDO AS MULHERES FAZEM DIN DON
A chuva acalmou o seu vigor,
Ao sabor da tempestade a mulher gemeu,
Um prazer estampado na face, e o calor,
O amor sorriu e a chuva se perdeu.
As docas são testemunhas da tempestade,
As focas reclamam o amanhecer;
Uma solidão a dois é o que invade,
A madrugada, este corpo a temer.
As loucas mariposas queima-se na luz,
Das lâmpadas, o prazer se perde em algum som;
Do riso da mulher que me seduz,
No seu eterno faz de conta, belo dom
E o mundo fica perfeito ao teu lado,
Uma companhia tinindo em teu coração;
Um som retumbante, leve e encantado,
Neste corpo, meu principio e sedução.
*J.L.BORGES
Gravatai.1987
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