quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

NOITE DE NATAL NO OCIDENTE

Caem neves de isopor,
E algodão,
Na relva sintética,
Do verde prado,
Enquanto o pastor,
Tomando trago,
Dedilha um ergométrico
E choroso fado,
No violão.

Na noite fresca,
A estrela guia,
Espia do alto,
Da arvore esquia,
A luz suprema da anunciação.
E lá no prado,
O choroso fado,
Ainda insiste
No violão.

*J.L.BORGES
Guaiba.1999

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