LUZES DA IDADE
Eu caminho sem partir,
Eu sigo sem voltar;
Na fragrância melancólica do sorriso,
Uma face iluminando meu olhar.
Minha estrada é um profundo labirinto,
Entre as arvores de uma vida tão vazia;
Lá no alto espelhando meu futuro,
Brilha aos poucos uma estrela inerte e fria.
Entre as noites coloridas desta noite,
Sigo mudo lentamente nesta estrada;
Vou juntando cinzas e brasas do passado,
Para esquentar minha argenta madrugada.
E a vida seguem em frente sem olhar,
Os faróis mecânicos da cidade;
Uma corneta anuncia na distancia,
A chegada da infiel realidade.
*J.L.BORGES
Cachoeirinha 1986
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