VOA LIBERDADE
Ser submisso tem gosto de cemitério,
Gosto de uma vida inútil
Vida perdida em um sem futuro,
Que o destino traçou.
Ser cativo é ser a outra face da lua,
Numa busca constante de uma réstia de sol;
Mas a liberdade é distante,
São estrelas que brilham lá fora.
A liberdade é fragmento de um lindo filme
Gravado na retina de um olhar magoado;
O sonho do subjugado é estar longe de grilhões,
Longe do ranger de dentes e arrastar de correntes.
Talvez a liberdade venha amanhã,
Pássaro fantasiado de esperança;
Trazendo sonhos distantes,
Para colorir este coração sem cor.
*J.L.BORGES
Camaquã.1984
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