TEMPO DE ESPERA
Sou a águia que voa ligeira,
Sobre os bosques, sobre os montes;
Esperança na mão,
De um novo horizonte.
Sou a água e sol,
Eu sou sal, eu sou mar;
Sou relógio parado;
Sem o tempo marcar.
Sou de tanta ilusão,
Um sinal de partida;
No final sou chegada,
Sou a poeira esquecida.
Mas nada me basta,
Pois eu nunca me basto,
E não dá pra acabar.
Das sobras sensatas,
Sou poema tão gasto,
Nem preciso rimar.
*J.L.BORGES
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