NOTURNO
Uma musica estranha levita,
No espaço infinito aberto;
Uma brisa passeia inquieta,
Nas duna de algum deserto.
Alguma luz solitária,
Ao longe começa a luzir;
E a escuridão ilógica e secreta,
Começa a se fazer sentir.
Borrando desenhos no céu,
As estrelas começam a anunciar;
Alguns momentos de sonhos,
No fundo de algum olhar.
A luz lunar chega num rompante,
Rasgando o véu do infinito;
Iluminando e inspirando,
Um rosto jovem e bonito.
No fundo de tanta paz,
Uma chama começa a arder;
São as lagrimas de um cometa,
Que não tem nada a fazer.
Uma lanterna tremula na brisa,
A luz com a musica se agita;
O cometa vem depressa,
Acalmando a noite aflita.
*J.L.BORGES
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