VIAJANTE DO AMOR
Nos encontramos alem das nebulosas,
Milenares, no abstrato e no concreto;
Circulamos entre buracos negros e o vago,
Tentando iluminar e colorir o que é concreto.
E a luz seguiu alem do túnel,
Mas eu voltei, pois não sou um ser errante;
Quero rever minha amada entre os jardins,
Floridos que repinto a todo o instante.
E como um pegazo venho ao encontro da amada,
Colhendo em meu caminho primaveras;
E ofertá-las todinhas a adorada,
A doce fada que está sempre a espera.
*J.L.BORGES
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