FINADOS DE NOVEMBRO
Fica negro o pensamento,
Torna claro o coração;
Fica mudo o esquecimento,
Perdido na solidão.
Falam das coisa perdidas,
Do tempo, vida passada;
Falam de coisas esquecidas,
Que do tudo restou nada.
Ouvimos com esperança,
Suas vozes sem calor;
Fala o velho e a criança,
Fala o justo e o pecador.
Depois querem descansar,
Querem entrar pra tumba fria;
As horas estão a passar,
Já resta pouco do dia.
Vamos chorando baixinho,
Ao longo da grande estrada;
Lembrando com algum carinho,
Aquelas vidas passadas.
É finados de Novembro,
Também é ressurreição;
De todos eles eu lembro,
Peço a Deus a salvação.
*J.L.BORGES
Camaquã.1977
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