NOITE
O vento enfermo sopra o efêmero,
Enquanto a vida em passos lentos;
Nas cavernas da ilusão e sonhos,
É perseguida e engolida pelo tempo.
Tal qual areia de uma ampulheta,
O tempo escorre sem parar;
Nas catacumbas do pensamento,
Onde a vida, pobre vida, morre devagar.
Depois nos restos é apenas dormir,
Sem risos... Sem lagrimas... Sem sonhos, e nada;
Na noite eterna que sepulta o vento,
Apaga o tempo e o pó da estrada.
E deste sono não acordaremos mais,
Nunca mais veremos a luz do dia;
Passará o vento, apagará o tempo,
Mas a noite ficará, lucubre e vazia.
*J.L.BORGES
Nenhum comentário:
Postar um comentário