CANÇÃO LIBERDADE
As vezes o cárcere do homem,
Está dentro de si próprio;
A solidão do homem moderno,
É a sua perdição, o seu ópio.
O homem desiludido fecha as portas,
Do coração e se isola totalmente;
Lançando inutilidade em solo estéril,
A falsa euforia se precedentes.
Também existem homens atrás de grades,
Livres e com muita vontade;
De correr campo a fora feitos crianças,
Despido de todo o mal e falsidade.
Existem outros homens a caminhar,
Soltos nas ruas, mas feitos prisioneiros;
E seu próprio ser egoísta,
Cansados de fugir do próprio erro.
A liberdade nunca voa longe,
Como é linda a sonoridade de sua voz;
Ela é um pássaro de cristal,
A cantar para nós.
Vamos pegá-la de mansinho,
E colocá-la dentro do nosso coração;
Vejo como a liberdade é cativante,
E como é pura a sua canção.
*J.L.BORGES
Camaquã.1984
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