APATIA
Esta apatia que bate minha porta,
Chega sem convites e deita em minha cama;
Surra a esperança que era companheira,
Daqueles sonhos íntimos que eu tanto venerava.
Agora estou apático sem esperar por nada,
É triste minha estrada, é ruim este lugar;
O lar bom de outrora hoje é só escombro,
Um peso nos meus ombros e sombras do passado.
O meu jardim de sonhos perdeu-se na memória,
Agora a realidade são estes dias tristes;
Que chegam e resistem, não querem ir embora,
Sair da minha mente, deixar o meu presente.
Queria ter coragem e deixar este lugar,
Deixar a solidão trancada em meu quarto;
Jogar a chave fora, depois correr nos campos,
De verdes pradarias pertinho de minha alma.
Talvez fosse feliz depois que me encontrasse,
Depois que me sufocasse das magoas do passado;
Algum pássaro perdido talvez eu cativasse,
Deixasse ele morar num canto de meu peito.
*J.L.BORGES
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